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A Freguesia

História

Com uma área de 58,74 Km2 e com uma população de cerca de 360 habitantes, a Freguesia de Santiago Maior é a menos populosa das três que constituem a vila de Castelo de Vide. Uma parte da sua superfície, pelo seu valor e interesse ambiental, inscreve-se na área do Parque Natural da Serra de São Mamede.

A presença humana desde a Pré-História, e permanente neste território, através do tempo, deixou-lhe uma valiosa herança de testemunhos históricos e arqueológicos, que a investigação arqueológica estuda, salvaguarda, valoriza e divulga. Desde os monumentos megalíticos aos vestígios de “villae” ou casais agrícolas romanos, das sepulturas tipo cista ou escavadas na rocha, ou ainda das calçadas e azenhas medievais, das construções de falsa cúpula (chafurdões) às antigas azenhas e moinhos, há, de facto, um conjunto de bens patrimoniais singulares que monumentalizam a paisagem. Destas, assumem particular destaque a Anta da Melriça (Monumento Nacional), as que constituem o Parque Megalítico dos Courreleiros (Courreleiros II Monumento Nacional e as restantes quatro Imóveis de Interesse Público), Necrópeles da Boa Morte e do Jocel, Moinho da Barragem, Construções da Falsa Cúpula da Légua e do Monte do Curral dos Lagartos.

Mas, também na área correspondente da vila (Arrabalde) a arqueologia urbana tem procura uma intervenção adequada com vista á reconstituição do quotidiano dos homens que, desde a Idade Média até aos dias de hoje, viveram nesta zona histórica.
Situada na parte oriental da vila, levanta-se a Igreja de Santiago Maior, templo quinhentista que sofreu grandes modificações no século XVII. Na fachada principal abre-se um pórtico de verga direita rematada por dois coruchéus. O interior é de nave única. O maior destaque desta igreja são os azulejos que revestem a abóbada e as paredes laterais, os primeiros de padrão de laçaria e os segundos de desenho de tapete, com bordaduras e barras de óvulos. No altar-mor há um retábulo de madeira do século XVII que representa a “Adoração do Santíssimo”. Os outros altares têm talha barroca.

Do templo paroquial pode-se dar uma saltada a um daqueles “recessos pitorescos” de que Laranjo Coelho diz, no “Guia de Portugal”, serem abundantes nesta parte da vila: o Canto da Aldeia. Este “canto” integra a rua mais antiga de “fora do castelo”, pois servia a parte da Vide, de antes da reconquista, que ficara fora das muralhas. O seu nome manteve-se inalterável durante séculos. Pelos inícios do século XVIII, a um dos recantos mais típicos da “Aldeia”, passaram a chamar Canto da Aldeia. O Tombo das propriedades rústicas e urbanas da décima e subsídio militar de 1780, consigna nesta zona trinta casas permanentes, algumas delas pertencentes a pessoas dos primeiros nomes da vila.

O arrabalde que se alongar do castelo para sudoeste e ladeara a “Aldeia”, veio, na sua descida, encontrar-se com a igreja de Santiago, onde parou. A vila, no seu constante crescimento demográfico, exigia sempre mais e mais habitações. É assim que surge, entre outras, a nova Carreira que partindo da igreja vai, depois de uma ligeira curvatura, ao encontro da rua de baixo, onde termina. Esta rua e as que lhe ficam próximas (S. Pedro, Canto da Aldeia, etc.) constituíam o bairro dos lavradores.

O Canto da Aldeia é quase como que um dos “cantos” da parte urbana da vila. Logo adiante está a estrada da Circunvalação que nos leva a dois pontos de grande interesse desta freguesia: um turístico, o Penedo Monteiro, de onde se desfruta um soberbo panorama; outro arquitetónico, a capela do Salvador do Mundo, a que a tradição dá foros de a mais antiga da vila.

Esta primitiva edificação da mais antiga capela da vila, a do Salvador do Mundo, parece datar dos fins do século XIII, tendo sido modificada nos séculos XVII e XVIII. Na fachada lateral do lado sul conserva uma porta de traça primitiva, de arca quebrado, de granito, assente sobre colunas cilíndricas e capitéis trabalhados e encimados por uma escultura, representando uma face humana.

Deste local, junto à Circunvalação, obtém-se vários e “interessantes panoramas” como escreve Raul Proença no “Guia de Portugal”: “Vê-se em baixo a linha férrea descrever um grande arco de círculo desde a base do monte de São Paulo, onde fica a estação de Castelo de Vide, cortando as estradas de Nisa e Póvoa, passando pelos olivais da ribeira de S. João e dos Pombais, escondendo-se atrás dos canchos e do outeiro pedregoso que nos fica a nascente, para nos aparecer de novo no belo viaduto da ribeira de Vide, até se esconder, finalmente, nas fragmentas manchas graníticas do termo de Marvão. É realmente digno de apreço o panorama que temos diante de nós: serras desoladas ao longe, tapadas secas de restolho, hortas de belgas alinhadas e de esmerada cultura, olivais nos pendores da colina, penhascos de granito cinzento emergindo da serrania, soutos, pinhais, num conjunto de grande riqueza de aspetos e contrastes”.